“Gbìn” fala da possibilidade de ser em dança a partir de matrizes afro indígenas na cena contemporânea. Este trabalho quer contagiar, contagiar espaços e corpos de possibilidades de manifestarem-se espontaneamente. Mas o que é a espontaneidade, afinal, se não tudo aquilo que deixamos sair das memórias que nos habitam? Deixar sair, brotar, germinar, pipocar… O que estamos plantando? O que queremos plantar, deixar sair? O que germinamos a partir do que deixam pra nós? Semear no momento partilhado em cena a potência de ser juntes, em comum-unidade, naquele instante feito em dança. O que poderíamos semear no mundo dançando juntos?! Gbìn é a palavra iorubá para “plantar”, “semear”, e pronuncia-se “bîn”.
