Sobre

Promovido pelo Sesc desde 1998, o Sonora Brasil é um projeto que apresenta programações musicais e faz parte da proposta de desenvolvimento das artes, com enfoque na valorização, na preservação e na difusão do patrimônio cultural brasileiro.

No biênio 2024/2025, sob a temática “Encontros, tempos e territórios”, o artistas foram convidados para se unirem em duplas e criarem dez espetáculos inéditos para o projeto. Os encontros mostram a relação entre tempos históricos e territórios nas criações artísticas e trazem em suas músicas a relação com diferentes movimentos da música popular brasileira nas cinco regiões do país.

Centro Cultural Sesc Quitandinha

A etapa no estado do Rio de Janeiro do Sonora Brasil 2025 acontece no Centro Cultural Sesc Quitandinha, situado na cidade de Petrópolis.

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Programação

PODCAST

 

ENCONTROS, TEMPOS E TERRITÓRIOS

A música é uma forma de expressão e comunicação, capaz de despertar sentimentos e emoções. Ela conecta pessoas, territórios, culturas e gerações. É um meio para desenvolver habilidades, preservar conhecimentos e ampliar experiências estéticas e criativas. A partir desta premissa, o Sonora Brasil é um projeto que tem como objetivo desenvolver programações musicais com temáticas relacionadas à cultura brasileira. A estratégia de estipular um eixo curatorial a partir de um recorte temático a cada ano busca criar a produção de conhecimento, proporcionar experiências ricas e diversificadas aos públicos e fortalecer a Rede Sesc de Música, formada por profissionais de todos os estados brasileiros, otimizando recursos no compartilhamento de ideias e fortalecendo a efetividade da ação.

No biênio 2024/2025, a temática “Encontros, tempos e territórios” destaca um aspecto fundamental do Sonora Brasil, que é o olhar, a escuta e a valorização das territorialidades, da diversidade e das memórias por meio da expressão de seus autores e intérpretes.    Ao entender a música como produto de tempo e território que reflete e dialoga com a sociedade e tempos históricos. A curadoria, composta por profissionais do Sesc dos 27 Departamentos Regionais e três Polos do Sesc representando todos dos estados do Brasil, partiu de uma representatividade das cinco regiões e do conceito de intergeracionalidade  e diálogos entre tradição e contemporaneidade, local e universal para selecionar um grupo diverso de 20 artistas. Os artistas foram convidados para se unirem em dez duplas e criarem espetáculos inéditos para o projeto. Os encontros mostram a relação entre tempos históricos e territórios nas criações artísticas e trazem em suas músicas, paisagens de territórios a relação com diferentes movimentos musicais da música popular brasileira nas cinco regiões do país.

Representando a região Norte, os paraenses Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, respectivamente pai e filho, trazem a fusão de ritmos amazônicos como guitarrada, lambada, carimbó à música eletrônica e pop. De Rondônia, o veterano cantor e compositor de MPB e referência da região, Bado, se une a Banda Quilomboclada, e ao rap de Sandra Braids para apresentarem a MPBera, movimento em defesa de uma identidade própria rondoniense que revaloriza a identidade ribeirinha, através do termo local beradero.

Representando a região Nordeste,  Chau do Pife, virtuoso que rompe as fronteiras tradicionais desse instrumento musical e a jovem cantora Andréa Laís com sua ancestralidade representam a força da música alagoana. De Pernambuco, a mestre Coquista Mãe Beth se une ao Duo SH formado pelo arranjador e multi-instrumentista Henrique Albino referência da nova geração do frevo pernambucano e versátil cantora Surama, que transita pelo canto lírico e popular, para criarem um espetáculo inédito.

Representando a região Centro-Oeste, do Mato Grosso do Sul, Geraldo Espindola cantor e compositor de notoriedade nos Festivais da Canção se une ao multi-instrumentista Marcelo Loureiro que com estilo único mescla diferentes formações clássicas, flamenco e influências do folclore latino, trazendo a música do cerrado entre guarânias e chamamés, a renovada alma pantaneira. De Brasília o veterano violonista Fernando César herdeiro da primeira geração de Chorões de Brasília, se une ao novo prodígio do bandolim Tiago Tunes, para mostrarem a tradição e renovação do Clube do Choro de Brasília e força deste gênero musical tão importante na música instrumental brasileira.

Do Sudeste, o carioca profícuo compositor Charlles André, referência do samba e pagode dos anos 1990 com mais de 200 composições gravadas por diversos grupos de pagode e participação em dezenas de álbuns, se une a cantora e compositora fluminense Luciane Dom, da nova geração, mostrando esta parte importante da cena musical carioca. De Minas Gerais Mestre Negoativo, ativista cultural e pesquisador das tradições Afro-Mineiras e Douglas Din um dos grandes MCs brasileiros da atualidade mostram a força e transformações da musicalidade de matriz-africana no século XXI.

Representando a região Sul, de Santa Catarina o quilombola mestre de Catumbi, Seu Risca e a premiada pesquisadora e cantautora Ana Paula da Silva irão mostrar a riqueza da música afro-brasileira de Santa Catarina. De Paranaguá o mestre da cultura caiçara Zeca da Rabeca, brincante e construtor de instrumentos, se une a curitibana artista da voz, carnavalesca, performer, figurinista e arte educadora, Melina Mulazani .

Em 2024 cinco duplas circularão pelos estados das Regiões Norte e Nordeste e as outras cinco pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ao todo o projeto passará por 56 cidades realizando um total de 214 apresentações.

Catálogo

2024/2025

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